Por que algumas pessoas continuam tendo crises mesmo em tratamento?

Crises que resistem ao tratamento: entenda suas causas

Publicado em: 17 de março de 2026  e atualizado em: 27 de março de 2026
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Mesmo com acompanhamento médico e uso correto de medicamentos, uma parte das pessoas com epilepsia continua apresentando crises. Esse quadro é conhecido como epilepsia farmacorresistente e acontece quando duas tentativas adequadas de medicamentos para epilepsia, usados corretamente e em doses apropriadas, não conseguem controlar as crises.1,2

O que está por trás da epilepsia farmacorresistente?

A principal característica da epilepsia farmacorresistente é a persistência de crises frequentes e imprevisíveis, o que compromete diretamente a qualidade de vida. Isso ocorre porque, em alguns casos, o tipo de epilepsia ou a origem das crises pode não responder adequadamente aos medicamentos disponíveis.1,2

Fatores associados à farmacorresistência

Entre os fatores mais frequentemente associados à epilepsia farmacorresistente estão:

● malformações cerebrais congênitas;

● lesões cerebrais adquiridas;

● predisposição genética;

● tumores cerebrais;

● infecções do sistema nervoso central.

Essas condições podem alterar a forma como o cérebro gera e transmite impulsos elétricos, dificultando o controle apenas com medicação. 1,2

Por que trocar o remédio nem sempre resolve?

Estudos mostram que a maior chance de controle das crises ocorre com o primeiro ou segundo medicamento. Enquanto a primeira medicação pode controlar as crises em uma parcela significativa dos pacientes, a probabilidade de controle das crises diminui progressivamente com cada nova tentativa medicamentosa. Quando isso acontece, o quadro passa a ser classificado como epilepsia farmacorresistente.1,2

O que fazer quando os medicamentos falham?

Nesses casos, o paciente deve ser encaminhado para avaliação especializada, que pode incluir:

● investigação mais detalhada da origem das crises;

● análise de possibilidade de cirurgia para epilepsia, quando indicada;

● terapias complementares, como novos medicamentos, dietas terapêuticas ou dispositivos de neuromodulação, dependendo do perfil clínico.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, reconhecer precocemente quando a epilepsia não responde aos medicamentos é fundamental para ampliar as opções terapêuticas e reduzir os impactos físicos, emocionais e sociais das crises.1

Continuar tendo crises mesmo em tratamento não significa falta de cuidado, mas sim que a condição exige uma abordagem diferente, mais personalizada e multidisciplinar.1,2

Referências:

1.World Health Organization (WHO). Epilepsy. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/epilepsy. Acesso em: 16 mar. 2026.
2.International League Against Epilepsy (ILAE). Definition of drug-resistant epilepsy. Disponível em: https://www.ilae.org/guidelines/definition-and-classification/definition-of-drug-resistant-epilepsy. Acesso em: 16 mar. 2026.

Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte sempre seu médico.
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