Por que novas terapias são necessárias no tratamento da epilepsia?

Veja como compreender as limitações das terapias atuais ajuda a mostrar por que novas abordagens são necessárias no cuidado dessa condição

Publicado em: 25 de março de 2026  e atualizado em: 1 de abril de 2026
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O desafio da epilepsia farmacorresistente

Embora os medicamentos anticrise disponíveis são eficazes para o tratamento de muitos pacientes com epilepsia. No entanto, cerca de um terço das pessoas com epilepsia apresenta crises que não são controladas mesmo após tentativas adequadas com diferentes medicamentos – condição conhecida como epilepsia farmacorresistente.¹

Nesses casos, as crises persistentes podem impactar a qualidade de vida, a autonomia e a segurança, reforçando a necessidade de novas estratégias terapêuticas.1,2

Limitações dos tratamentos atuais

A maioria dos medicamentos disponíveis atua reduzindo a excitabilidade elétrica do cérebro, ajudando a controlar as crises. No entanto, essas terapias nem sempre atuam sobre os mecanismos que originam a epilepsia. Por isso, diferentes abordagens vêm sendo estudadas com o objetivo de ampliar as opções de tratamento, especialmente para pacientes com epilepsia de difícil controle.²

Novas abordagens terapêuticas

Entre as estratégias em desenvolvimento ou já utilizadas em contextos específicos, destacam-se:1,2

  • Neuromodulação
     Técnicas como estimulação do nervo vago (VNS) e estimulação cerebral responsiva (RNS) atuam diretamente em circuitos cerebrais envolvidos nas crises, podendo reduzir sua frequência em alguns pacientes.¹

  • Cirurgia para epilepsia
    Em casos selecionados, a remoção da área do cérebro responsável pelas crises pode ser uma alternativa eficaz.¹

  • Abordagens personalizadas
    Avanços na genética e na neurociência têm contribuído para a compreensão de diferentes tipos de epilepsia, possibilitando estratégias terapêuticas mais individualizadas em determinados contextos.²

Impacto no longo prazo e qualidade de vida

O tratamento prolongado com medicamentos pode estar associado a efeitos adversos, como fadiga, alterações cognitivas e impacto no humor em alguns pacientes.²

Nesse cenário, novas abordagens terapêuticas buscam não apenas melhorar o controle das crises, mas também reduzir esses impactos e promover melhor qualidade de vida.¹

Conclusões

O desenvolvimento de novas terapias reflete a necessidade de ampliar as opções de tratamento para pessoas que não alcançam controle adequado das crises com as abordagens tradicionais.1,2

O avanço do conhecimento científico tem permitido explorar estratégias mais direcionadas e individualizadas, contribuindo para um manejo mais abrangente da epilepsia e seus impactos.1,2

Referências:

1. Mayo Clinic News Network. Inovação no cuidado da epilepsia: alternativas à medicação. Disponível em: https://newsnetwork.mayoclinic.org/pt/2025/10/14/inovacao-no-cuidado-da-epilepsia-alternativas-a-medicacao-procuram-restabelecer-e-reparar-o-cerebro-explica-especialista/. Acesso em: 16 mar. 2026. Fattorusso A, Matricardi S, Mencaroni E, Dell'Isola GB, Di Cara G, Striano P, Verrotti A. The Pharmacoresistant Epilepsy: An Overview on Existent and New Emerging Therapies. Front Neurol. 2021 Jun 22;12:674483.

Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte sempre seu médico.
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